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jun
03

“Somos nós os escravos?”

José Galló, presidente da Renner, no evento Negócios da Moda ontem

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O presidente da Renner, José Galló, fez uma análise muito objetiva e certeira dos negócios da moda brasileiros, em evento na Fecomércio. Para ele, todos puderam crescer e se desenvolver a reboque dos bons ventos econômicos a partir de 2003, mas essa realidade mudou em 2013. Para ele, as empresas que não tiverem um diferencial competitivo dificilmente conseguirão enfrentar a crise que vem por aí, e que não deve arrefecer antes de 2017.

Galló reiterou que o diferencial competitivo deve ser uma característica de empresas de qualquer porte, pequenas, médias ou grandes podem e devem ter. Esse diferencial, na opinião do presidente da Renner, é “fazer o que o consumidor quer”. Para ele, a diferença entre o velho e o novo varejo é que o primeiro tenta adivinhar o que quer o consumidor, ao passo que o novo varejo dá a ele o que ele quer.

Galló entende que “não existem empresas com problemas financeiros, mas sim com problemas comerciais”. Os problemas financeiros são decorrentes de problemas de posicionamento e gestão, e, portanto, as empresas devem se preocupar mesmo é com o diferencial competitivo e com a gestão de suas marcas, e assim a situação financeira se definirá por conta própria. No que diz respeito à concorrência de mão de obra, citou o exemplo das costureiras chinesas, que ganham em média 750 dólares por mês, ao passo que as brasileiras ganham mil e cem reais, mostrando como essa diferença de salário está fortemente associada à produtividade. Para ele, é fundamental as empresas brasileiras se capacitarem para poder ganhar diferenciais competitivos e, dessa forma, se desenvolver e desenvolver o mercado brasileiro da moda. Finalizou dizendo que a Renner pagou um bilhão de reais de imposto em 2014. Para Galló, “os escravos somos nós”.

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